10 DE NOVEMBRO

Em Assembleia Geral, educadores decidem pela continuidade da greve
Na tarde desta sexta-feira (10), professores e funcionários de escola, reunidos em Assembleia Geral do CPERS, realizada no Parque Harmonia, em Porto Alegre, decidiram pela continuidade da greve da categoria, iniciada em 05 de setembro.
A votação foi realizada com voto em urna. Dos educadores votantes, 1160 decidiram pela continuidade da greve e 578 pela suspensão.
Na ocasião, também foi colocada em votação a proposta apresentada pelo governo na última terça-feira, em resposta a contraproposta do Comando Estadual de Greve do CPERS. Por ampla maioria, a categoria rejeitou a proposta.
“Agora, vamos armar a categoria para fortalecer novamente a nossa justa luta. Mais do que nunca, é fundamental que cada um e cada uma saia daqui com a dimensão da importância de voltarmos as fileiras da greve”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
Também foi aprovado um calendário de fortes mobilizações para pressionar o governo a atender a pauta da categoria e denunciar os incessantes ataques aos direitos dos educadores.
Ao término da Assembleia, os educadores seguiram em caminhada até o Tribunal de Justiça, onde somaram-se aos demais trabalhadores no ato do Dia de Luta, em repúdio aos ataques ferrenhos do governo Temer (PMDB) contra os direitos trabalhistas.
Logo após, seguiram em caminhada até a esquina democrática, onde ocorreu o ato unificado das centrais contra as reformas trabalhista e da Previdência e a portaria do trabalho escravo, suspensa por liminar da ministra do STF, Rosa Weber, em defesa da Justiça do Trabalho e por nenhum direito a menos.

Propostas de mobilização aprovadas:
-Continuidade da greve;
-Vigília na Praça da Matriz, nas terças-feiras, para pressionar a Assembleia Legislativa nas votações dos PLs, PLCs e PECs no Legislativo;
-Produção de material para seguir com o trabalho de debate e denúncia contra as políticas do governo que destroem a educação pública, junto à comunidade escolar e a classe trabalhadora, nos ônibus, nos bairros, nas férias, etc;
-Continuidade das Aulas Cidadãs;
-Caravanas em Defesa da Educação Pública e do IPE público e de qualidade;
-Realização de protestos nas empresas privadas sonegadoras e/ou que recebem altos incentivos fiscais do governo do Rio Grande do Sul.

 

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